quinta-feira, 22 de abril de 2021

MARINA DO PARQUE DAS NAÇÕES E TERMINAL CAIS DE NAVIOS DE GRANDE PORTE!!!


CAMINHADA NO PARQUE DAS NAÇÕES MARINA E CAIS!!!








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terça-feira, 9 de março de 2021








JARDIM ENCANTADO

Abro a minha visão ao espaço

Só em linha horizontal

Tenho pinheiros mansos, densos

Um muro branco frontal

Céu cinzento de morrinha

Inverno de clausura infernal.

 

E neste recanto de jardim encantado

Magnólias rosadas vão-se desfolhando

E suas folhagens já se vão concentrando.

Vestido de noiva, em brancas flores de ameixas

Véu de cauda bordado, em flores de sabugueiro

Ramo de camélias meu chapéu d`aguaceiro.

 

Jarra de narcisos, oferta de amada

Banquete de laranjas, na Alpendurada

Lírios brancos e roxos, a fazer contraste

É esta a visão da minha janela

E de quem quiser debruçar-se nela.

 

Lídia Frade







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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

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POEMA 3º Final

Filipe Leonor e João

Era um trio sem confusão

Sempre amigos em fusão

Mais que irmãos!

Que já causava admiração!

 

João casou com Leonor

Juravam até seu amor

Mas Filipe foi sem favor

Do trio, o voo de condor

Asas de abraços e beijos sem dor.

 

E nada havia a explicar

Amizade, passa a verbo amar

Assim são três, num aconchegar

Porque o quarto ao entrar,

Chegou só para ver e admirar!

 

Do final ninguém se vai esquecer

O dia vai chegar e todos iram ver

O triângulo do amor vai aparecer

A eterna namorada que Filipe quer,

Sem querer, é só uma peça no acontecer.

 

Assim nossa história já requer um final

E numa só cama, já são três nada mal

São três a gozar, o que vai sendo normal

O quarto retirou, sem explicação cabal

E o trio da história já escolheu seu final.

 

Lídia Frade


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CONTO 2º Final

João e Leonor casaram em Londres nos anos noventa.

Eram emigrantes colegas de trabalho num hotel, numa ilha inglesa com contrato sazonal.

Em época baixa resolveram ir até á capital para continuarem mais seis meses, em alguma actividade o que não seria difícil.

Inscreveram-se na embaixada contudo havia outro entrave, onde ficar, tinham de ter morada e para o conseguirem era forçoso ficarem juntos, um sozinho não conseguiria pagar a sua estadia.

Como casal, só casados mesmo no papel conseguiriam arranjar casa, até ali eram só amigos ou amantes, ela adorava-o e não só como amigo era mais como carraça, que pegava e não largava.

Ele não a via desse jeito, eram grandes amigos sim mas na força das circunstâncias a solução era mesmo casar.

A sua relação no casamento passou de grandes amigos, para algo sem amor ou amizade mas de grandes conflitos.

Passaram seis meses regressaram á ilha ao trabalho que os tinha levado a Inglaterra, e ao encontro dos amigos do ano anterior, lá tinha ficado Filipe o grande amigo de João, que também era casado e com um filho.

A amizade e compreensão de Filipe era tudo para João, aquela separação tinha mostrado aos dois que só juntos poderiam ser felizes, num grande abraço de amor sem contenção beijaram-se freneticamente.

Desfizeram-se os laços, para traz ficou Leonor gritando aos quatro ventos a sua frustração.

João casou com Filipe ajudando também a criar o seu filho, felizes para sempre até que a vida os separe.

 

Lídia Frade






CONTO 1º Final

João e Leonor são um casal feliz casados já algum tempo e vivendo ainda com uma harmonia de quase lua de mel.

Certo dia toca a campainha da porta, era Filipe colega e amigo de João vinha como disse ao ver Leonor para falar com o seu marido, ela respondeu prontamente que ele estava a trabalhar. Isso já não era novidade para ele, respondendo apenas que ele estaria a sair de turno e poderia esperar por ele.

Leonor um pouco tímida e envergonhada cedeu, deixando-o entrar e esperar pelo marido, dizendo que entrasse para a sala.

Cheia de boa fé pensava Leonor que Filipe era na realidade o grande amigo de João, ela desconhecia que eles tinham tido uma desavença ou briga e que aquela visita tinha a intenção de uma provocação ou vingança.

Quando João chegou e entrou em casa estava Leonor em amena cavaqueira, servindo até um café ou algo mais, ao amigo de João pensando até estar a fazer algo que agradasse ao marido, quando de repente ele a puxou e beijou ao sentir que João estava a entrar, na porta o marido presenciou tudo.

O que acabava de acontecer ali, era apenas uma vingança de baixo nível, Leonor foi surpreendida por uma briga onde ela era a protagonista sem o saber.

O suposto amigo foi posto na rua ou atirado para o átrio com grande fúria e ódio.

João estava louco e maltratou Leonor com furiosos ciúmes querendo até, obter dela pela força uma confissão, de que tinha existido beijos ou algo mais entre eles, naquele ou em outro dia qualquer, acreditando que a sua mulher o tinha traído.

Lídia Frade

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domingo, 22 de novembro de 2020


OS VOADORES DAS BICICLETAS


Ali, na Ponte do Celeiro, aldeia pequena e muito dispersa, onde cada casa era e tinha sido construída, aqui, ali, além, em pequenos ou maiores terrenos, a que chamavam as fazendas, entre vales, montes, e cabeços, onde o vizinho mais próximo poderia morar a cinquenta, a cem ,a  quinhentos, ou mil metros.

Ali passa uma estrada municipal, que ligava também, Santarém a Rio Maior, contudo na época dos anos cinquenta, em que estou a situar esta história, onde eram pouquíssimos os carros particulares que, passavam naquela estrada, só as carreiras do Vinagre, com horários fixos, ou as grandes camionetas de carga, que transportavam a pedra das muitas pedreiras existentes na Freguesia de Almoster, algumas motos, e a maioria do tráfego era de bicicletas, pois era o transporte para os homens tido como mais acessível.

Muito interessante na época, era as mulheres da aldeia, até das bicicletas tinham medo, era o medo de serem atropeladas claro, o que na verdade poderia acontecer, se não houvesse os devidos cuidados.

Todos os rapazes novos da época, iam aprender um ofício, uma profissão, o povo não estudava, trabalhava, a equivalência de um canudo era aprender com os mestres a arte de um trabalho, até se dizia que um bom mecânico, carpinteiro, pedreiro, sapateiro, calceteiro, padeiro, que exercesse bem a sua profissão, era um bom artista, e por conseguinte um mestre.

Eram os rapazes novos considerados, os voadores de bicicletas, tal era a velocidade a que passavam pelas curvas, e contracurvas da estrada da Ponte do Celeiro, até Santarém. 


Lídia Frade





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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020