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sexta-feira, 8 de março de 2013

SER MULHER!!! PARA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!! LÍDIA FRADE


CLIK DUPLO EM ECRÃ INTEIRO

SER MULHER

É ser fêmea
De sublime fecundação
É ser o âmago
O centro
O cálice
Da divina criação

Ser mulher
É ser receptora
É ser o elo
A continuação
Do cordão umbilical

Mas ser mulher
É muito mais
É ser força
Superior á igualdade
É ser a fonte
A terra
É ser a escolhida
Para Mãe da humanidade.

POEMA DE LÍDIA FRADE

sexta-feira, 27 de abril de 2012

DANÇANDO........PELO DIA MUNDIAL DA DANÇA!!!



DANÇANDO

Dançando no salão
Os teus olhos,
Piscaram brilhantes,
Ao encontro dos meus.

Pegas-te minha mão.
Colamos,
Rodopiamos deslizantes
Meus pés, meus passos
Conjugaram com os teus.

Em sons de harmonia
Curvamos,
Requebramos,
Transportando nos corpos
Musica, leveza, alegria.

Vivemos,
A hora que passou
Rodámos no asfalto
Brincámos na areia
Caminhámos descalços
Na espuma, da maré-cheia
O cansaço chegou,
Na água,
Desfizemos os laços,
E o baile, ali acabou.

LÍDIA FRADE






DANÇA

Esta dança que se dança
Que rodopia e avança
Que gira, gira e não cansa

Que levemente se agita
Requebra, se entrega
Se eleva e levita.

Nesta dança que se dança
Que é arte e não cansa
Que desliza e avança

Como ondas suaves
Em mar de temperança
É uma dança tão leve

Que se dança com o vento
Entre sons musicais
Que eu escuto, ou invento.

POEMA DE LÍDIA FRADE

quinta-feira, 19 de abril de 2012

LUGAR DE MEDITAR


LUGAR DE MEDITAR

Tanta arriba tanto mar
Eu venho para meditar
Num sítio de aconchegar
Onde alargo o meu olhar
Na imensidão
Deste mar.

Até meu olhar clarear
De tanto o mar olhar
E tão profundo ficar
De em profundidade entrar
Que fique da cor do mar

E numa união perfeita
Enrolar meus pensamentos
Em ondas semi desfeitas,
E as vagas altas olhar
Tentar largar as tormentas
Foi ao mar que as atirei
Para assim o mar as levar.

Fiquei ali a pensar
Até que o dia escureceu,
Sentada no meu penhasco
Ao descansar meu olhar
Uma presença apareceu,
Sem eu sentir me envolveu
Em neblinas orvalhadas
Espumas de mar prateadas.

E já tendo do mar, o olhar
Desse mar que me entendeu,
E me deu,
Da força que tem
Alguma para me ajudar
Ao longo do meu caminhar.

POEMA DE LÍDIA FRADE

EM AMOR ETERNO INTERREGNO E SILÊNCIO



FORA DA ÉPOCA BALNEAR UM BONITO E PRAZEIROSO PASSEIO A TRÊS  

ESPINHOS DE VIDA, NA MORTE BANHADOS E BELOS

DAS DUNAS ATÉ JUNTO DA FORÇA DE VIDA QUE É O MAR

AS BELEZAS QUE JÁ FORAM VIDA
HOJE BELEZA MORTA

NA ACALMIA DE UM DIA CINZENTO


FOTOS LÍDIA E PAULO 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

BONITA É A VIDA





BONITA É A VIDA

Se calmamente vivida
Em amor e dimensão
Que seja para nós,
Razão de viver
Dia após dia,
Com alguma fantasia
Q.b. de imaginação.

Mas a beleza está em nós
No calor da nossa voz
Na doçura de um olhar.
E como é bom acreditar!
Que até, quem não vê!
Sente a beleza também,
Até ao invisível chegar!

E por sentir,
Se acredita
Que a vida num corpo
É linda,
Quando algo em nós
Resplandece,
É nossa alma a brilhar
Em tal resplendor
Que parece,
Que para sonhar!
Basta estar vivo!
E essa beleza, acontece.

Lídia Frade

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A MINHA BONECA!!!!!!!!! JÁ TERIA QUASE A MINHA IDADE.......FICA A RECORDAÇÃO!!!!


ESTA FOTO DAS IMAGENS GOOGLE
escolhida pela cara mais aproximada!!!


A MINHA BONECA

A minha boneca
Que eu fiz de trapos,
Não ficou careca
Nem lhe faltou sapatos.
Com braços de bunho,
De pano-cru, o corpo,
Filha do meu sonho
Ficou-lhe um pé torto.
Olhos de botão
Perlé na boca
Dei meu coração
A coisa tão pouca.
Fiz saia godés
E blusa de chita
Laços em viés
Que bem que lhe fica.
Suave lembrança
Boneca e princesa
Foi tempo de esperança
De menina, pobreza.

ESTA, AQUI DESCRITA NO POEMA, ERA A MINHA BONECA FEITA POR MIM!!!
PODERIA SER A MINHA PRENDA DO MENINO JESUS.... LEMBREI-ME DE COLOCAR AQUI PARA QUE SE POSSA VER AS DIFERENÇAS DAS PRENDAS DO PAI NATAL DOS MENINOS DE HOJE!!!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

PERTURBAÇÃO



PERTURBAÇÃO

É estar de cabeça vazia…
por alguém…ocupar meu espaço
…meu pensamento
e… ainda meu corpo!

Ansiosa… quem diria…
Por silencioso abraço
De envolvente sentimento
Ou… desejo… já quase morto.

Ressuscitado do acaso
Descolado… ao fundo do nada,
Perturbação que dá azo,
A uma ansiedade formada.

LÍDIA FRADE
em Amor Eterno Interregno e Silêncio

domingo, 6 de novembro de 2011

ESQUECER


 ESQUECER

Passo a passo
Dia a dia
Hora a hora,
Esquecer…
Para não mais lembrar
Ou sentir a magoa, a dor,
Sentida!
Mas não agora!

Fui colocando
Barreiras de som,
De nevoeiro,
Intransponível
Á memória.

E Tudo isso,
Me foi possível,
Para eu viver em paz
Nestes meus dias,
Passo a passo
Hora a hora,
Neste momento
Já!!! E agora.


LÍDIA FRADE em Amor Eterno Interregno e Silêncio

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

BENÇÃO A SANTARÉM

FOTO LÍDIA FRADE

FOTO PAULO OLIVEIRA

BENÇÃO A SANTARÉM



Sobre o Tejo, o miradouro

Das lezírias, não há mais belo

Erguesse a vista no espaço

Pelas muralhas do castelo

Dos olivais, há charneca

No alto, te vêem formosa

Subindo as tuas ladeiras

Te encontram mais majestosa

Convento de S. Francisco

O mais velho da cidade

Santa Clara e a bela Graça

Seguem-te logo na idade

S. João e S to Estevam

S. Nicolau está também

Olhando para Santa Cruz

Te abençoam, Santarém

Entre os heróis e poetas

Fidalgos e ricos senhores

Uns te louvaram em graça

Ou te ofereceram amores

Com becos e ruas estreitas

Assim nasceste menina

Por perto há sempre uma fonte

Cantando água cristalina


LÍDIA FRADE


Poema galardoado com o 1º LUGAR no CONCURSO

” VAMOS CANTAR SANTARÉM”






domingo, 7 de agosto de 2011

NÃO QUERO ESQUECER QUE SOU POETA



NÃO QUERO ESQUECER


Não quero esquecer

Que fui poeta

Do amor e da desgraça

Da vida,

Em neblina permanente,

Que me envolveu

A visão, a consciência,

Que me turvou a mente.



Não quero esquecer

Que fui poeta

Numa roda gigante

Que rodou, girou

Vertiginosamente.



Uma roda, uma bola

Uma capsula formada

Arrastada, tocada, batida,

Amolgada, magoada,

De incompreensão acumulada!



Seria a poesia a culpada?

Ou a força do desespero?



Mas tudo começou por ser poeta!



Pelas palavras confrontada

Entre o ser! O saber! O querer!

O tudo ou nada!


LÍDIA FRADE

quinta-feira, 30 de junho de 2011

QUERER É PODER


QUERER É PODER

Percorrendo esta cidade
Em movimento
Se consegue despir as mágoas
Como se fosse impermeável
Atirado ao ar, ao vento.

Engrandecer o égo,
Os sentimentos
Segurar bem firme,
A linha do destino
Reencontrada,
Reforçada
E seguir o seu percurso.

Atirado ao ar, ao vento,
O impermiavél
Que prendia o movimento.

Nas ruas desta cidade
Se pode cantar, dançar, sonhar,
Em pensamento.

LÍDIA FRADE



sexta-feira, 6 de maio de 2011

OS CICLOS

OS PÊSSEGOS DO MEU QUINTAL!!!TAMBÉM TEM UM CAMINHO DE VIDA!!!! 
AGORA SIM!!! EU PROMETI QUE, NESTE CICLO DE VIDA VOS IRIA TRAZER, O PÊSSEGO ACABADO DE NASCER  AGORA JÁ AMADURECIDO!!! PRONTO PARA COMER!!! 



MERECE A PENA ESPERAR, O TEMPO MUDA TUDO!!!


                                           NESTES CICLOS DE VIDA, UM DOS MEUS PÊSSEGOS QUE ACABOU DE NASCER, MOSTRAREI DEPOIS NOVAMENTE ANTES DE OS COMER!!!!

OS CICLOS

Em ciclos de vida,
Um tempo
Que nos força,
Que nos comanda,
Ou desmanda,

TALVEZ!

Numa incompreensão,
Numa indecisão,
Ou na muita procura
De tudo, ou nada,
Em que na vida
Se faz questão.

NOS CICLOS

Desejamos passar ao equilíbrio,
Á formação,
Aos acertos de decisão,
Mas também,
Ao acalmar do coração.
Pelos passos, nos espaços,
Pelo caminhar real,
Num túnel intemporal.
Mas muito mais!
É pelo tempo que se deu
Que se apostou
Na total renovação

LÍDIA FRADE

quinta-feira, 21 de abril de 2011

25 ABRIL!!! ZECA AFONSO!!! HOMEM INTEIRA!!!


HOMEM INTEIRO

Pela palavra de mudança
Por querer, ir mais além
Cantou, encantou, com seus ideais
Traz outro amigo também

A Grândola Vila Morena
Saiu, como uma bandeira
E gritou, pela igualdade
Eu, sou como uma toupeira

Foi alerta, sem canseira
Em chupam até ao tutano
E lutou, de mano a mano
Com sua terra de bravos

Se em canto livre foi rei
Num Entrudo chocalheiro
Com índios da meia praia
Foi” Zeca Afonso” por inteiro.

LÍDIA FRADE

sexta-feira, 15 de abril de 2011

VOLTAR!!!!!!!!!!



VOLTAR

Ao silêncio dos silêncios
Compacto duro pesado.
Onde se sente
O peso que não existe,
Quando o silencio é protegido
Pelo cimento armado
Dentro de paredes duplas
E de vidro redobrado.

VOLTAR

Mas, onde o conforto bloqueia
O canto das rãs no charco
Os pássaros a chilrear
Os poéticos sons
Da natureza no ar.

Mas, como é bom voltar!
A desfrutar, a sentir
Um pleno raiar de um Verão
Sentada ali, pelo chão.
Ou num portal esperar,
Que o sol se vá,
No seu lindo mergulhar.

LÍDIA FRADE

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

DIFERENTE


DIFERENTE



Se ser normal


É apenas,


Aquilo que os outros querem,


Aquilo que os outros são?


_Eu, não!


É ser genial submissa,


A ideias de padrão?


_Eu, não!


De que me serve


Ficar desse lado,


Do lado,


Que acham normal ser gente?


Se esse lado me dói,


Me destrói,


Me aniquila, tão-somente.


Deixando de gostar de mim


Para ser apenas,


Dominada, normalmente.


_Assim não!!!


Eu, sou apenas diferente.


LÍDIA FRADE

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A CORDA


A CORDA



Que na vida, é um fio


É um elástico, ou um cabo


Imaginário.


Que se estica,


Para chegar aqui, ou além


Que se ata e desata também.


Que se puxa,


Sem parar, ou pensar,


Que um dia, poderá ter um fim


E que será sempre igual


Para ti, ou para mim.


A CORDA


É a linha, ou o destino


Que tem um inicio,


Que é amarra


Quando se dá um nó


De corrida


Que se ata, e desata


Que se tece, torce, e contorce,


Que enrijece, e amolece


Que desfia, e afia,


De fio pavio,


Até que nos prende


Á vida, por um fio.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

AMOR SEM TEMPO

POEMA PARA TODOS OS NAMORADOS!!!!!
AMOR SEM TEMPO



Não há tempo para amar


Nem até hoje se inventou


Relógio que marque a hora


Para o amor começar,


Desse tempo só existe


Um tempo de formação


Que eu não sei onde começa


E ninguém sabe onde acaba


Porque é espaço de magia


E de leve sintonia


De dois seres em construção.




Não há tempo, nem há hora


De dizer o verbo amar,


O amor é como o mar


Maré cheia


Maré vazia


Onda grande, onda pequena


Ontem forte, hoje serena


Mas sempre batendo na areia


Em leve beijo a enrolar


Mas ninguém sabe onde acaba


Tal como a força do mar.


Do lívro AMOR ETERNO Interregno e Silêncio de Lídia Frade

sábado, 29 de janeiro de 2011

PALAVRAS FLORIDAS


PALAVRAS FLORIDAS


Eu guardo a palavra flor
Da brava roseira florida,
E da doce madressilva
Eu faço um ramo de festa
Juntando a flor delicada
Da mais selvagem giesta.


Que palavras escolheria
Para descrever a beleza
De imaculada pureza
Que há na flor de laranjeira?


Com toque rijo de cera
Facilmente se desprende,
Se solta,
Num gesto cadente,
Como do símbolo se perdeu
Perdendo da noiva o véu.


Poema de Lídia Frade

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

NÃO HÁ SONHOS NO SILÊNCIO



NÃO HÁ SONHOS NO SILÊNCIO


Um portão que se abre


Se não estiver trancado


Um olhar ansioso


Uma casa sem luz


Um coração fechado


Num corpo vazio.




Penetra-se o silêncio


Com passos seguros


Tudo é frio, tudo é gelado,


O acender de luz


Que não dá vida ao quadro


O carregar de um botão


Num televisor parado,


Só porque está alguém


Do outro lado.




O som dos sapatos


Numa escada de ferro,


Só esta presença


Num vazio imenso,


E o final de sonhos


Que estão encerrados,


E os erros de vidas


Que são mal calculados.