quarta-feira, 30 de março de 2011

DALILA E O PRIMEIRO TRABALHO NO CAMPO


24º capitulo
DALILA E O PRIMEIRO TRABALHO NO CAMPO


As mulheres adultas ganhavam dezoito escudos por dia, Dalila e outra jovem, que eram só elas as mais novas, ganhavam quinze escudos, mas já era muito bom e Dalila sentia-se uma mulher a ajudar a mãe na recuperação familiar.

O trabalho ficava a cerca de dez quilómetros da Atalaia, era o caminho que todas tinham de fazer de ida e volta a pé, com o farnel dentro de uma alcofa na cabeça, pela estrada principal até a Ponte do Celeiro, e pela beira da vala de Almoster até à Ponte da Asseca.
Com bom ou mau tempo, e todos os dias, para Dalila, que era rapariga nova, nada custava, e até era muito divertido ouvir as conversas das mulheres mais velhas todo o dia. Algumas até contavam anedotas picantes, isto quando não falavam mal das outras, que estavam ausentes.

Quando as duas conseguiram ganhar o suficiente para tal, Julieta arranjou uma camioneta para irem buscar a mobília a Santarém e assim passarem definitivamente a morar na nova casa, a da avó Gertrudes.
A família, os cunhados, os primos, apoiaram Julieta, e até se deram ao trabalho de falar com Deodato, dando-lhe bons recados, mas ele levou tempo a convencer-se de que a família já não alinhava nas suas loucuras.
Sentindo-se apoiada pela família de Deodato, e com a filha ao lado, a trabalhar, a ganhar, já podia contrariá-lo, elas é que ganhavam para comer, e a avó Joaquina tomava conta das mais novas, estava tudo a dar certo.

Julieta, logo que resolveram as primeiras prioridades, começou a dar o salário de um dia por semana a Dalila, para ela ficar assim motivada e começar a comprar o seu enxoval.
Foi deste modo que começou a comprar algumas peças de roupa de casa, para enxoval, ou roupa para vestir, e andar arranjadinha como as outras. Comprava pois ao Senhor Madeira, que pagava com o que recebia desse tal dia de salário por semana.

Mas certo dia de feira em Santarém, Deodato resolveu ficar por lá, vindo do trabalho em Lisboa. Ele tinha uma amante já de há muitos anos, que andava aí nas feiras. Telefonou então à noite para o posto público, para dizer a Julieta que lhe fosse levar a dita máquina de pipocas a Santarém para pôr a engenhoca a trabalhar na feira.
O recado foi entregue mas Julieta fez-lhe frente, e mesmo sabendo que poderia ser grave para ela, contrariá-lo, foi isso que fez, ficou em casa e não foi ao seu encontro, era tempo de ele ver que acabava ali, para ela e para a família, os devaneios dele.

A espera não foi longa. Como ela não lhe apareceu em Santarém, veio ele à Atalaia. Chegado a casa pergunta às filhas pela mãe, mas ela esperava-o em casa, sabia já que ele viria.
Mal entrou em casa foi perguntar porque não tinha feito o que ele mandou, mas Julieta respondeu-lhe o que devia, nem ela nem as filhas voltariam a pôr os pés nas feiras como ele queria, agora, já tinha a filha ao lado dela, já nada lhe metia medo.

Coitada! Saiu-lhe cara essa decisão, tal como ela já esperava: ele puxou pela mangueira de ligar o gás na panela das pipocas, deu-lhe umas mangueiradas valentes que a deixaram de cara e olhos toda inchada e roxa, e foi-se embora com as coisas que queria para colocar a máquina das pipocas na feira.

Quando chegou a Segunda-feira Julieta tinha de ir trabalhar, e lá foi, mesmo de cara negra e inchada, com algumas colegas a perguntarem o que tinha sido, mas mesmo sem grande resposta ou confirmação se podia adivinhar, a mangueira estava marcada.
Foi difícil mas, Deodato, com o resto da família a fazer-lhe entender, que já tinha uma filha que era uma mulher, e com as outras a crescer, ele tinha era de ganhar juízo e manter o respeito em casa, senão daqui a pouco ninguém o respeitaria.
Foi assim que ele parou para pensar e, de facto, modificou também a sua maneira de estar na vida, e veio olhar pela família, sempre um pouco à sua maneira, é certo, mas tudo começou a mudar na vida familiar.
*
Agora era Inverno, Dezembro, o Natal estava a chegar, e estavam a ser de grande profusão as geadas, se não chovia geava, se não geava chovia, mas a vida continuava.
Dalila continuava a trabalhar no campo, o seu primeiro trabalho tinha sido na apanha do tomate, depois seguiram-se as vindimas, e estavam presentemente no tempo da azeitona.

Todos os dias saíam de casa para trabalhar a grandes distancias, para chegarem ao trabalho, não havia transportes de carro, andavam a pé, até à quinta dos Faias, a caminho da Ponte de Asseca.
Podia acontecer que, chegavam ao trabalho, mas ‘o tempo não abria’, na linguagem da terra, ou seja, não parava de chover. Esperavam até ao almoço, por vezes comiam o almoço que tinham levado de casa, e sem o tempo deixar trabalhar.

Os mais velhos diziam que ‘ao meio-dia ou carrega ou alivia’, e se carregava vinham embora para casa, de novo a pé, debaixo de água, ou se aliviava, lá conseguiam fazer umas horas de trabalho, para as sopas.
Na época de azeitona, Dalila e Julieta quando não podiam trabalhar, devido ao tempo, ficavam em casa, à chaminé, ardiam todo o dia alguns troncos de árvores, era preciso, obviamente, apanhar e trazer lenha para casa, para a manter aquecida.
Improvisavam uma braseira com uma lata velha, retiravam da lareira algumas brasas, e era assim possível aquecerem-se todas em casa, as mais pequenas sentadas em cima da base da chaminé, junto do lume.

Neste ambiente, além do calor circulava muitíssimo fumo, que se ia elevando e facilmente saindo pelas telhas, mas deixando atrás o seu cheiro característico e, o pior, ia ficando tudo com um tom amarelado por onde a fumarada passava.
Mas era o único aquecimento que existia na época, era a lareira ou a cama, e todos viviam bem com isso, na província não conheciam mais nada, e com o que tinham eram felizes.

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sexta-feira, 25 de março de 2011

QUE FUTURO


QUE FUTURO





O PEC, foi barro atirado á parede


Num vai ou racha… de desespero sentido,


De um folgo… numa luta decadente


Sem solução… apenas um não garantido




País em fundo… envergonhado, contido


Mais eleições… mais gastar, do que não À


Mais discursos… e lavar de roupa… incontido


Guerra de galos… por poleiro, agora e JÁ




Um novo rumo…neste País, toda a incerteza terá


Tudo adiado, nada feito, e, tudo comprometido!


Por uma guerra de excessos, o futuro qual será?




Quem nos garante, as expectativas e direitos?


Teremos nós! De procurar nosso sentido


Seremos nós! A proclamar nossos conceitos!




LÍDIA FRADE

segunda-feira, 21 de março de 2011

PRIMAVERA

FOTO DE PRIMAVERA NO PARQUE DO TEJO LISBOA

PRIMAVERA



É recriar,


sentir que há vida


no próprio ar.


Maravilha da natureza,


no renascer em tal pureza.


É luz, é cor, é arco-íris


chuva calor.


Ó PRIMAVERA!


És o canto do rouxinol


És andorinha de asa preta


És orvalhada, como lençol.


Num chilrear que nos encanta


pardais em bando,


verdura em manta.


Jardim celeste e multicor


Plantou Deus


Com todo o Amor.


Ó PRIMAVERA!


A oliveira toda florida


No ramo de espigas,


É pão de vida, que me sustenta,


É magia clara, que me alimenta.


LÍDIA FRAD


Etiquetas: POEMA DO LIVRO UMA PEDRA NO CHARCO

sexta-feira, 18 de março de 2011

DIA DO PAI, PARA TODOS OS PAIS MODERNOS


DIA DO PAI



POEMA PARA OS PAIS MODERNOS


Pai moderno, e pai em tudo


Se responsável…é um sortudo


Filmou o filho ao nascer


Se teve coragem de ver


Leu revistas, de informação


Pegou-lhe, e o chegou ao coração,


Levou-o para casa, num ovo


Seja já um pai maduro, ou mais novo.






Dá-lhe o banho, e o biberão,


Conta-lhe histórias sem papão


Até lhe consegue dar, as primeiras papinhas


Ainda leva… cuspidelas das sopinhas.






Muda fraldas mal cheirosas


Como se lhe cheirasse a rosas


Leva o filhinho, ou filhinha


Muito feliz, á escolinha


Passa o tempo, sobe o escalão,


Ajuda nos TPSes, se o filho é mandrião.






Vão crescendo assim os filhos


Diria a avó… também cresceram cadilhos,


Ainda mais… assim com filhos criados,


Os muitos trabalhos são dobrados.


Mas é Pai amigo e presente


Com os filhos, sempre contente,


É também um Pai cansado,


Aqui por mim, homenageado.






ESTE POEMA É DEDICADO AO MEU GENRO, E A TODOS OS PAIS DEDICADOS COMO ELE


1 BEIJO PARA TODOS OS PAIS


LÍDIA

quinta-feira, 17 de março de 2011

DIA MUNDIAL DA POESIA


ACRÓSTICO

DIA MUNDIAL DA POESIA


D amos á poesia, nossa forma de pensar


I magens, relevos, com emoções coloridas


A mpleadas, com fantasia ao contar.




M udam-se as palavras, virgulas, acentos e pontos


U nem-se ideais, ou diferentes formas de vidas


N utrem-se amizades, promovem-se encontros,


D aqui, dacolá, de além, virtuais e descontraídas.


I maginam-se pessoas pena maneira de escrever,


A calentam-se sonhos, que o tempo faz esquecer,


L embram-se momentos, de vidas passadas e contidas.






D or ou amor, raiva e silêncio, alegria em sonho fogaz


A lma vibrante, esvoaçar constante, num querer que apraz.




P oesia é tudo, pode ser esperança em vida apagada,


O nde o querer, ou o ter, é pouco mais que nada,


E terno desabafo, de um constante sofrer


S impatia lírica, de um sonho para viver,


I mplante de alma! Suporte de exaustão!


A Poesia!!! É toda amor!!! Em meu coração!


De LÍDIA FRADE

A VIAGEM


 

CAPITULO
23º

A VIAGEM

Lisete coitadita lá foi sozinha como o pai ordenou, saiu de Santarém recomendada ao cobrador. Teria de ficar em S. Martinho do Porto com os sacos que levava, e aí estava ela, cheia de medo nos seus oito anos envergonhados, encolhidita num banco, nunca falou com ninguém e ninguém falou com ela, ao ponto de ser completamente esquecida.

Quando o autocarro chegou a S. Martinho, Julieta ainda não tinha lá chegado à paragem a tempo de perguntar se ia lá a filha, e o autocarro seguiu viagem no fim de fazer ali o seu despacho normal.

Logo que Julieta chegou e perguntou a alguém pela filha, já tinha partido a camioneta rumo à Nazaré, Julieta aflita bem explicou que ia lá a filha, e que teria de ficar ali, então logo ligaram para a garagem da Nazaré, e assim quando o transporte chegou e viram que lá ia a menina, devolveram-na de novo para S. Martinho.

Assim fizeram, mas a angústia só findou quando ela chegou junto da mãe, com todo o seu medo, farta de viagens mas com a sua bagagem, da qual fazia parte uma caixinha de papelão, com bonequinhos pintados. Era a caixa das suas sandálias! Tinha uma pega de cordão de seda vermelho, parecia uma malinha, e que ela segurava cuidadosamente na sua mão, pois ali dentro ela levava toda a sua riqueza - mas as próprias sandálias estavam já nos pés. Depois, levava outra caixa, esta com as sandálias para a Graciete.

Coitada da Julieta, sozinha com as filhas mais pequenas, guardavam-se umas às outras, ali no meio do nada. Estava logo de manhã - quando as pessoas começavam a chegar à praia - junto da sua máquina das pipocas, mas isto era nos anos sessenta, e o que conseguia ganhar não chegava sequer para dar de comer as filhas.

Mas Deodato não desistia: a campanha da praia era para ser feita, se não estava a resultar ainda tinha mais recursos, era só pô-los em acção, e se assim o pensou, melhor o fez.

Mais alguns dias e voltou Deodato a Santarém. Disse a Dalila que fosse ter com a mãe, deu-lhe dinheiro para comprar o bilhete, e aí vai ela até S. Martinho do Porto. Em Santarém só ficava a avó Joaquina e Amália a fazer-lhe companhia, e a viver com pouco mais que nada e com ajudas de algumas vizinhas. Assim esperariam até que Julieta regressasse.

Chegada Dalila a S. Martinho do Porto, foi colocada noutra entrada no extremo norte da praia, com uma mesa-tabuleiro, enquanto a mãe continuava a sul, para estar mais perto do local onde estavam acampadas.

Ficaram por lá até Agosto e com muitas dificuldades para se sustentarem, e até para comprarem matéria-prima para as pipocas. Já lá estavam Julieta e quatro filhas mas Deodato achava que tinham o suficiente. Julieta esperou pelo fim-de-semana para resolver o problema do regresso a Santarém, com Deodato, mas ele nem apareceu. Então Julieta tomou uma decisão.

A DECISÃO

Acampados ali ao lado estavam um casal e dois filhos, o marido era padeiro e estava lá a trabalhar em tempo de época alta, numa padaria, e assim a família estava toda lá com ele, a passar o Verão também. Julieta falou com o casal, viram eles qual a sua situação aflitiva com os filhos, e emprestaram-lhe dinheiro para as viagens e ela por sua vez deixou-lhes lá a maquina das pipocas.

Quando Deodato por lá aparecesse, que lhes pagasse o dinheiro e levasse a máquina, ela já tinha feito tudo o que poderia fazer para lhe agradar, tomara consciência de que tinha uma filha já quase mulher e não queria continuar, assim, a dar-lhes aquela vida, nem coisa parecida.

Deixou a morada da casa para onde iriam viver de volta, despediu-se dos vizinhos e rumou a Santarém, onde foi ter com a mãe – a avó Joaquina - e a filha Amália, de quem todas já tinham muitas saudades.

Quando chegaram a Santarém, Julieta conversou com a mãe, fizeram uma análise da situação, e conversou com Dalila, pois ela era a mais velha das filhas e era preciso que tivesse consciência que a vida ia ser de alterações, e ela tinha de ajudar a dar essa volta à vida.

Julieta disse-lhe pois: ‘tu já és uma mulher, com a tua idade já consegues trabalhar a meu lado no campo, podes ganhar menos do que eu, porque é normal não pagarem o mesmo às raparigas mais novas, mas com o salário das duas já conseguimos ganhar para comermos, então vamos morar para a Atalaia, e vamos trabalhar para a apanha do tomate, vamos mostrar ao teu pai que já não precisamos dele, e não queremos andar nesta vida de ciganos.’

Dalila até ficou feliz, primeiro, porque já se achava uma grande mulher com os seus treze anos, depois, até vaidosa, por a mãe falar com ela daquele modo, de mulher para mulher, agora, em frente, e tudo ia correr bem.

A mãe foi falar com a avó Gertrudes, tinham de ir morar para a casa da avó - ela não vivia lá, estava na quinta do Ramalho a trabalhar, havia muitos anos, já quase desde que o avô tinha morrido. Se bem o pensou, melhor o fez, e logo no dia imediato seguiram Julieta, a avó Joaquina e as cinco netas, com o que lhes foi possível levar, na camioneta da carreira. Mais tarde voltariam para virem buscar as mobílias, quando ganhassem dinheiro para poderem pagar o transporte.

*

A casa da avó Gertrudes era muito pobre e pequena, composta apenas por uma cozinha e dois quartos, o chão de cimento, o telhado era telha vã, porque não tinha tecto, não tinha nada.

A telha era de canudo e, se uma casa não tinha tectos forrados - apenas as traves e ripas que suportavam o telhado - quando as telhas se afastavam e descaíam, acontecia o inevitável: como os Invernos eram frios, rigorosos, e chovia abundantemente, eram então os salpiquinhos da chuva que entravam por essas mesmas frestas.

Mas bem mais simpáticos e românticos eram os raios de sol que aqueciam assim as camas, ou passeavam alegremente pelas paredes, iluminando naturalmente um quarto sem janelas, quando o sol estava a pique, no seu ponto mais alto, e em dias de soalheiro.

Já instaladas, Julieta foi falar com pessoas que andavam por lá a trabalhar no campo, pois andava um grupo nos campos da Asseca a apanhar tomate, e foi só falarem lá com o capataz. Como ele precisava de mais mulheres para o trabalho, lá foram elas no dia seguinte trabalhar na apanha do tomate.

CONTINUA NO PROXIMO CAPITULO

quarta-feira, 16 de março de 2011

"OS SES ATUAIS"






SE


Se caindo na boca de serpentes,

Nós ficarmos hibernados… mas intactos,

Não fazendo… esse lançar de sementes,

Para mudar!... Nas nossas vidas, os factos.


Só lutando vencemos… os ideais descontentes,

Eu não quero acreditar!… Em Portugueses fatais

Se quisermos!…Seremos , muito mais crentes,

Mais num fado “corrido”ou fado "cravo” sem ais.


A música seria outra, mais alegria no cantar!

Com passos firmes, de cabeça levantada

Mostrando assim na força, um novo caminhar,


Por uma Pátria refrescada, bem mais amada

Refazendo alguns bens, perdidos no caminhar

Para um queimar de vez, a podridão desenfreada.

LÍDIA FRADE

segunda-feira, 14 de março de 2011

A FONTE VELHA, ONDE SE LAVAVA A ROUPA AINDA NOS ANOS 60

A FONTE VELHA, ONDE NOS ANOS 60 AINDA SE LAVAVA A ROUPA, ESTA FOTO FOI FEITA AGORA NO DECORRER DO INVERNO, PELO QUE SE COMPREENDE AS MUITAS ERVAS. FOTO LY


NO INTERIOR DO MOINHO, ENCONTREI ESTAS PLANTAS A QUE MINHA MÃE CHAMAVA "JARROS DOS PORCOS," POIS ERAM CORTADOS E COZIDOS NUM GRANDE PANELÃO, E SERVIA COM UM POUCO DE SÊMEAS, DE ALIMENTO PARA OS PORCOS. FOTO LY


ESCADA DE PEDRA NO INTERIOR DO MOINHO POR ONDE SUBIAM PARA O PATAMAR SUPERIOR, QUE HOJE JÁ NÃO EXISTE FOTO LY





O NOSSO SIMBÓLICO MOINHO COM O MARCO GEODÉSICO INCORPORADO, FOTO LY

quarta-feira, 9 de março de 2011

O MEU QUNTAL, COM ÁRVORES FLORES E PLANTAS

FLORES

Flores são um ornamento


Ou uma dádiva de Deus


Tanto vão ao casamento


Ou levando alguém aos céus




Rosas, não são para esquecer


Rubras, brancas, amarelas


Milagre em pão, para comer


Rainha, das mais singelas




Do lírio branco, a pureza


Que é tão frágil, ao tocar


Da noiva toda a beleza


Quando vai para se casar




Do linho o azul celeste


Essa flor me faz lembrar


Santa que tal manto veste


olhando lá do altar.

 LÍDIA FRADE
DO Livro Uma Pedra no Charco Refugio

                                                                  
          A MINHA PIMENTEIRA, QUE UM DIA IRÁ FICAR MUITO MAIS BONITA
O MEU LIMOEIRO QUE IRÁ UM DIA DAR LIMÕES

             O MEU ALECRIM E UM DOS MEUS PESSEGUEIROS EM FLOR
AS MINHAS COUVES
 
A MINHA SALSA
 
AS MINHAS FAVEIRAS

OS MEUS COENTROS


JÁ TEM FAVAS NASCIDAS E ERVILHAS SEMEADAS QUE AINDA NÃO NASCERAM
  


A MINHA HORTINHA EM FORMAÇÃO
 

segunda-feira, 7 de março de 2011

ARVORES, FLORES E PLANTAS DO MEU QUINTAL

A LARANJEIRA DO MEU QUINTAL NA MINHA HORTINHA

UMA CAMÉLIA EM FLOR CAIDA NO CHÃO

A MINHA CAMELEIRA QUE PLANTEI NO MEU JARDIM  AQUI TAMBÉM NO MEU QUINTAL

quinta-feira, 3 de março de 2011

O MEU CARNAVAL MAIS DIVERTIDO!!!!!!!!!


CARNAVAL



Carnaval, são só três dias


Hoje, amanhã e depois


Pouco tempo a divertir


E muito em aflições.


Mostrar como era, eu queria


Carnaval, óh mocidade


Onde eu dizia, a brincar


Coisas que eram verdade.


Começava no S. Vicente


Cantar de alegria infinda


Havia macholhos, cegadas


Até Quarta-feira de cinzas.


Partidas que se faziam


Só tinham graça, eu acho


Lá se roubava a galinha


Metendo uma pedra no tacho.


E se uma jarra florida


Enfeitava, a mesa de jantar


Quando um penico voando


Era posto no seu lugar.


Brincadeiras sem ter fim


Pois nada parecia mal


Tudo tinha o seu desconto


Em tempo de Carnaval.



POEMA DE LÍDIA FRADE


CARNAVAL





Carnaval é diversão,


Fantasia elaborada,


Leva até há exaustão


Folia, em febre espontânea


Numa onda de explosão,


Aturdida de cansaço


Que volta de novo há razão.






E passou…, tudo já vai


Volta tudo á realidade


A euforia parou.


Mas num Mundo de vaidades


O Carnaval, continuou.


POEMA DE LÍDIA FRADE