sexta-feira, 8 de abril de 2011

PÃO DE MILHO COM AZEITE



FOTOS LÍDIA FRADE


O PÃO DE MILHO COM AZEITE
Fui na terça-feira, dia da minha folga, até às Tasquinhas de Rio Maior, já andava com desejos de comer alguma coisa diferente, da alimentação regular do dia-a-dia.
Começamos por pedir uma dose de ensopada de enguias, para comer-mos a dois, era isso que me apetecia comer, gosto muito de enguias e já avia alguns anos que não ia onde as pode-se comer, depois um segunda prato de ensopado de borrego.
Como entradas serviram-nos um queijo de ovelha muitíssimo bom, mas era Alentejano, lamentei que numa representação gastronómica Ribatejana, não estivessem queijos do Ribatejo que sei que existem bons a poucos kmetros de Rio Maior. Um cesto de pão, com três qualidades do dito, muito bem confecionado, pão caseiro, e cozido pelas senhoras da terra, nos fornos caseiros de lenha, uma maravilha.
Esses três tipos de pão eram: Pão caseiro de farinha de trigo, outro misto de farinha de trigo e milho, que também identifiquei por conhecer muito bem, cheguei a ajudar a minha mãe a fazer, a amassar, e cozer esse tipo de pão, quando era nova, que estava igualmente belíssimo, mas o ultimo sim, foi esse que me prendeu mais a atenção, e que não esperando encontra-lo ali, já tinha umas saudades imensas de o comer, estava uma maravilha, digo-vos que foi só do que comi com a refeição, e vou descrever este com todas as minhas lembranças de menina.
Escarapiadas, estavam ali no cesto do pão, cortados em pedacinhos, e tinham o mesmo gosto das que a minha avó, e também a minha mãe que, por vezes faziam. Quando elas coziam alguns pães de milho, faziam três versões dessa mesma massa do pão de milho, no fim de tender o pão, o que ao contrário do outro pão, dado a textura da massa, era tendido dentro de uma tigela de tender própria, com alguma farinha para ajudar a criar a forma de pão.
Depois retiravam um pedaço da massa que ficou, juntavam azeite e colocavam um pedacito, numa folha de couve, metiam no forno e assim cozia, quando saia, ainda um pouco quentinho era maravilhoso de comer, mais ainda, quando se retirava a folha da couve que lhe tinha servido de forma, ficava o pãozinho com todos os veios e nervuras definidos no lar, ou seja no lado de baixo do pão, era por isso que eu sempre pedia a minha mãe, para fazer com folhas de lombardas, por ser mais enrugadinha, dava uma forma mais bonita.
Tinham ainda outra versão, a mesma massa do azeite colocavam um pouco de erva-doce, ia a cozer também nas folhas, em forma de broas, era já um miminho com mais requinte para a pequenada, não tínhamos manteiga para pôr no pão, mas não fazia falta nenhuma.
Agora ainda vos conto que, estando eu a explicar como se fazia aquele pão, o rapaz que nos servia escutou, e ficou contente dizendo que eu tinha os conhecimentos, o que resultou em pedir-lhe para me arranjar dois pãezinhos para trazer para casa, acontece que arranjou mesmo.
As enguias estavam maravilhosas, com um molho aveludado e bem temperado, que dava gosto, e para mim que já estava a desejo, preencheu completamente as expectativas, veio uma dose de ensopado, para comer-mos a dois, era isso que me apetecia comer, gosto de enguias e já avia alguns anos que não ia onde as pode-se comer, depois um segunda prato de ensopado de borrego que, talvez porque já estávamos saciados com as enguias, já não nos fazia falta nenhuma, estava bom, mas se lá voltasse iria de novo para as enguias.
FOTOS E TEXTO DE LÍDIA FRADE

4 comentários:

Maria disse...

Querida amiga abriu-me o apetite.
Bom domingo
beijinhos
Maria

Lídia Frade disse...

Obrigado Maria!!!
1 Beijo pela visita!!!

Lídia

Anónimo disse...

Qual foi a tasquinha visitada Lidia???

Lídia disse...

NÃO SE RESPONDE A ANÓNIMO!!!MAS....
DIGO: Por puro acaso fomos na 3ª feira dia 5, único dia de folga...já com a prespetiva se não estivesse aberto para almoços, ir a outro qualquer restaurante pois, ia-mos de passagem.
Acontece que junto da entrada e dos seguranças, estava um rapaz de avental, que esperava por alguns convidados, estavam a servir uns grupos... sabendo da nossa intenção, se prestaram a servir-nos também... assim aproveitamos, com a recomendação que não teria-mos direito a visita, apenas seguia-mos com o rapaz do serviço, e voltava-mos a sair logo que acabava o almoço.
Fomos almoçar, gostamos,
pagamos, e agradecemos!!!
Como não sei a quem estou a dar esta explicação, não vou dizer o nome da TASQUINHA, não quero que o meu PÂO DE MILHO venha a criar problemas a ninguém!!!!

Lídia