segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

NÃO HÁ SONHOS NO SILÊNCIO



NÃO HÁ SONHOS NO SILÊNCIO


Um portão que se abre


Se não estiver trancado


Um olhar ansioso


Uma casa sem luz


Um coração fechado


Num corpo vazio.




Penetra-se o silêncio


Com passos seguros


Tudo é frio, tudo é gelado,


O acender de luz


Que não dá vida ao quadro


O carregar de um botão


Num televisor parado,


Só porque está alguém


Do outro lado.




O som dos sapatos


Numa escada de ferro,


Só esta presença


Num vazio imenso,


E o final de sonhos


Que estão encerrados,


E os erros de vidas


Que são mal calculados.

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