segunda-feira, 31 de agosto de 2009

FOGO


FOGO

Que arde, percorre, consome
Passando da abundância, á fome.

Ficando sem norte
Destrói sentidos, perdidos,
Consome a vida, deixando a morte.

Fúria incandescente,
Engole viva, a semente
Que deixa estéril, o presente.

Por onde passa, arrasa
Que voa sem asa
Galopa sem rédea
E deixa sem casa.

É no fogo afinal,
Que está a cor de desejo
O tilintar, do vil metal,
E cinza de sonhos
E o sadismo do mal.

Poema e Tela ilustrativa de Lídia Frade

terça-feira, 19 de maio de 2009

AS MINHAS ESTRELICIAS


ESTRELICIAS

Num envolvente abraço
Em cores de ternura
Em leveza de espaço
Emergentes de verdura.

Isotismo de tons
Formas de elegância
Em brilho constante

São pássaros exóticos
De asas abertas em voos
Em oferta de amantes.

Poema e Tela Ilustrativa de Lídia Frade

domingo, 17 de maio de 2009

CAMINHADA



CAMINHADA

Atirei ao vento
Ao ar, ao espaço
Ao movimento
As lembranças de um passado
Que teimavam em seguir viagem
No coração,
No pensamento.

Atirei á chuva torrencial
Que corre pelas ruas
Até á imensidão dos oceanos.

E vou segurar fortemente!
Na linha do meu destino!
Reencontrada,
Reforçada,
E seguir o meu percurso
Em paz,
Na minha caminhada.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

SENTIR, SENTIDOS


SENTIR, SENTIDOS

No sentir de alguns sentidos
Em simples combinação,
No tocar tão levemente
Ou levemente roçando
Com um só dedo, deslizando,
Faz do seu sentir, sentidos?
Ou apenas uma impressão?

Se for um doce sabor
Requintado, aveludado.

Será apenas o gosto
De um longo beijo colado?
Sem procurar entender
Se sabe a doce ou salgado?
Ou se estão nele os sentidos
Tão docemente, trocados.

Quando alguns olhares focados,
Quantos sentidos despertam?
Mais de cinco, mais de seis
Mais de mil combinações!
Que irão fazer sentir
Sentidos multiplicados.
Provocação de emoções!

Poema e Pintura em Tela de Lídia Frade

domingo, 10 de maio de 2009

HERDEIROS DO AMOR


HERDEIROS DO AMOR

Deixei ficar para traz
Um tempo
Que nem acuso
Ou lamento.
Deixei,
Que meio século
Me louvasse
Me admirasse
E até me condenasse.

Mas também deixei ficar
Bem presente neste chão,
Uma marca bem diferente,
Que irá ser fecundação.

Irá percorrer, alguns século
Em que irei estar presente!
Quer, assim queiram
Ou não!
Irei ser continuação!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

CLARIDADE


CLARIDADE

É no clarear do dia
Que me chega a realidade,
A suavidade,
Ou a verdade desse dia.

Porque a vida é só um dia,
Nada mais se vislumbra,
Para além,
Nada mais se sabe
Do que vem,
Ou quando vem,
Nada mais se sabe
Da verdade
Que o amanhã contem.

E este dia, é tão claro
Como clara é para mim
A realidade,
Como clara é a saudade,
Ou o desejo,
Neste claro dia
Do presente
Onde me vejo.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

PORTO SANTO





PORTO SANTO

Porto Santo
Santo Sol
Dourada areia
Corpo mole

Praia Porto
Vento norte
Descanso solto
Minha sorte

Mergulho corpo
Água mansa
Solto gesto
Mar temperança

Montes picos
Rocha areal
Terra seca
Água sal.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

NADA DE QUANDO


NADA DE QUANDO

Quando se atira um anzol,
Ao fundo do mar, sem fio.

Quando se abre o coração,
E se fica mais vazio.

Quando se é, apenas face,
De moeda sem valor.

Quando o valor da moeda,
Tem mais peso, do que o amor.

Quando se sente atracção,
Como a um íman, colado.

Quando o tudo é, tão pouco,
Mas nos confunde a razão.

Quando o que assim, foi muito,
Se perde na confusão.

sábado, 4 de abril de 2009

VOLTAR


VOLTAR

Ao silêncio dos silêncios
Compacto duro pesado.
Onde se sente
O peso que não existe,
Quando o silencio é protegido
Pelo grito calado
Dentro de paredes duplas
E de vidro redobrado.

VOLTAR

Mas, onde o conforto bloqueia
O canto das rãs no charco
Os pássaros a chilrear
Os poéticos sons
Da natureza no ar.

Mas, como é bom voltar!
A desfrutar, a sentir
Um pleno raiar de um Verão
Sentada ali, pelo chão.
Ou num portal esperar,
Que o sol se vá,
No seu lindo mergulhar.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

1º DE ABRIL, DIA DE MENTIRAS


MENTIRA


A distância percorrida
entre a verdade e a mentira
é realidade assumida
ou personalidade adquirida
que cada um tem na vida.


Se é mentira de intenção
feita arma destrutiva
ditada pelo coração,
é condenada a acção,
não merece ter perdão
pela evidência vivida.


Mas, quer seja assim, ou não
neste mundo em confusão,
quem sabe o que é verdade?


É crer, que a alucinação
vence a imaginação
arrastando a humanidade.

POEMA DE LÍDIA FRADE

sábado, 28 de março de 2009

POESIA VELEIRO

VELEIRO

Sê, veleiro,
De colecção perfeita.
Tu que atracas,
Em meu porto de águas brandas.

Tuas velas que se agitam,
Em ventos leves,
Onde levemente esvoaçam
Meus cabelos.

Nos cabos e nós de marinheiro
Em teus mastros de desejo
Eu aperto um corpo brando

Que num leve ondular
Beijando o casco
Neste cais, neste oceano,
És meu VELEIRO

sábado, 21 de março de 2009

PRIMAVEIRA


PRIMAVERA

 É recriar,
sentir que há vida no próprio ar. Maravilha da natureza,
no renascer em tal pureza.
É luz, é cor,
é arco-íris chuva calor.

Ó PRIMAVERA!

És o canto do rouxinol
És andorinha de asa preta
És orvalhada, como lençol. 
Num chilrear que nos encanta
pardais em bando, verdura em manta.
Jardim celeste e multicor
Plantou Deus Com todo o Amor.

Ó PRIMAVERA!

A oliveira toda florida
Ramo de espigas,
É pão de vida que me sustenta,
É magia clara, que me alimenta.

LÍDIA FRADE

quinta-feira, 19 de março de 2009

SER PAI++++ HOMENAGEM A UM PAI QUE PARTIU



ERA ESTE O QUINTAL DO MEU PAI, QUE EU MANDEI ALINDAR
ERAM ESTES OS DEPÓSITOS  DE VINHO COMPRADOS PELO MEU PAI
ONDE HOJE CRESCEM AS MINHAS PALMEIRAS E QUE EU GUARDEI EM SUA MEMÓRIA

SER PAI

É dar semente á forma humana.
Formar a planta a que deu vida.
É ser senhor e criador,
é dar carinho
E dar AMOR.

Levar o filho,
nos próprios braços,
Pegar na mão,
dar alguns passos.

 SER PAI É
dar exemplo, ao dizer não
E lado a lado ser como irmão
É saber dar sem receber,
Saber conter, o próprio querer.

SER PAI

Dar um concelho sem exigir
Mas seu Amor fazer sentir.
É dar a vida por tanto Amar
Saber ser PAI
É perdoar.

LÍDIA FRADE

quarta-feira, 18 de março de 2009

POESIA

OBRIGADO

Não mudes teus desejos
Por ternuras de ilusão,
Muda por sonhos de vida,
Por imagem refletida,
Pelo pio, da ave perdida,
Na beleza do lago
Que é teu coração.

Obrigado, boa semana

Retribuo o beijo mágico Ly

quinta-feira, 5 de março de 2009

MEUS SONHOS


SONHOS

Quem mora em meu coração?
Será sonho?
Ou ambição?

Decerto é querer ir mais além
Do que fui, e do que sou,
É querer descobrir em mim
Onde poderei eu chegar,
Ou onde posso forçar
O meu pobre coração.

Será sonho?
Ou ambição?
Fazer o que nunca fiz,
Aprender o que sempre quis,
Alargar os meus desejos
Pela planície sem fim,
Deixar crescer em mim,
O amor
E adquirir assim
A minha paz interior.

quarta-feira, 4 de março de 2009

DEPRESSÃO


DEPRESSÃO

Metamorfose
Transformação
Que altera, que modifica
Sem se entender a razão.

É um não convencional,
Ou uma coragem, insolente.
É um orgulho, que fecha portas,
Hás oportunidades?
Ou ao coração?
O que aprisiona,
Na obstinação.

Que faz da insolência
A sua agressão.
É transgressor,
Quebrando regras
De condição.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

CARNAVAL





CARNAVAL

Carnaval é diversão
Fantasia elaborada
Leva até há exaustão
Folia, febre espontânea
Numa onda de explosão,
Que volta de novo há razão
Aturdida de cansaço.

E passou, tudo já vai
Volta tudo á realidade
A euforia parou
Tudo o que é mau, regressou,
A este Mundo de vaidades.